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E trouxemos cinco perspectivas para a construção de valor frente ao contexto de incertezas, volatilidade e mudança

 

O RD Summit 2019 reuniu mais de 12 mil pessoas à beira da praia em Florianópolis para conversar, refletir e decidir mudar a partir de diversos temas e experiências. O evento é feito não apenas das palestras, praça de alimentação, diversas ativações e networking, mas de uma sensação inevitável de que cada detalhe do que entregamos no trabalho e de como construímos paradigmas tem motivos para ser repensado dia a dia. Este artigo é uma reflexão sobre o que bateu no ecossistema da LAJE com o festival e um convite para levarmos dias mais conscientes e humanos desde já.

1. Conteúdo

 

O conteúdo está em tudo. Então, cada um fala dele como convém. O empreendedor americano Gary Vaynerchuk, autor de diversos best-sellers e destaque que encerrou a parte de conteúdos deste RD Summit, fez um recorte de formato com apelo para usarmos o quanto antes — não amanhã, ou semana que vem, mas hoje! — o podcast como recurso para alcançar as pessoas organicamente.

 

O especialista em anúncios do Facebook Fabio Prado Lima compartilhou uma visão por etapas do funil de vendas enquanto Eric Santos, CEO da Resultados Digitais, falou de uma perspectiva de evolução do marketing que faz parcerias com empresas de mídia.

 

O conteúdo marca o encontro entre as pessoas e faz jus a seu protagonismo. Como um tipo de guia da experiência, ele passou a ser ativo para o aprendizado, a conexão entre descobrir e fazer, o início que prende as pessoas pelo meio até não ter fim.

 

Edney Interney Souza é referência em blogs e falou sobre a chegada da Era da Voz, que, para ele, significa a superação da Era dos Likes nas redes sociais. Edney destaca que a resposta aos comandos de voz vem sempre do conteúdo, não só pelo papel que todos os formatos vêm desempenhando, mas o conteúdo como serviço, que resolve problemas dos usuários.

2. Negócio

 

Liliane Ferrari falou sobre marketing humanizado lembrando que por trás de toda a importância dos números e recursos em tecnologia, ainda são pessoas que compram nossos produtos, que sustentam nossos negócios. Segue um percurso semelhante à sugestão de Wil Reynolds, para unirmos a inteligência de SEO da otimização dos conteúdos à estratégia de links patrocinados.

 

A recomendação é fazer menos promessas e combater a escassez com mais sinceridade na comunicação e diversificação do negócio. É preciso permitir que o consumidor compre no seu tempo e que ele seja respeitado não apenas em seu espaço, mas como ser humano, com sua consciência e sua atenção — que andam cada vez mais afiadas.

 

As distâncias e distinções entre o marketing e o negócio estão reduzidas. Com consumidores interessados na origem daquilo que compram, os detalhes se tornam mais importantes. Um marketing mais humanizado responde e suporta negócios mais conscientes e conectados à atenção de seu público emocional, político e engajado.

3. Cultura

 

O que as pessoas fazem, como fazem, por que fazem? Cultura é sobre isso. Colocar o humano na centralidade dos processos e da criação de valor. Em um evento de marketing digital, era esperado que se falasse, sim, de números. Mas o “número pelo número” não traz os porquês que, muitas vezes, nos orientam rumo ao sucesso que queremos com o nosso empreendimento. Cultura é olhar para o intrinsecamente humano e trazer contexto, questões e reflexões para nos guiar frente à incerteza.

 

Denise Fraga, em sua palestra sobre a gentileza, nos instigou a rever nossa relação com a tecnologia. Como resolver o dilema “dominar a tecnologia” ou “ser dominado pela tecnologia”, sem perder o que temos de mais humano? O primeiro passo, talvez, seja trazer mais consciência para os nossos gestos — será mesmo que precisamos desbloquear o celular tantas vezes por dia para rolar pelos feeds das nossas redes sociais? — e diminuir a aceleração para olhar no olho de quem nos demanda atenção. Estamos prontos para essa caminhada?

4. Propósito

 

O dicionário define propósito como “intenção de fazer ou deixar de fazer alguma coisa; desígnio, plano, projeto, vontade”. Ana Couto, em sua palestra, trouxe a sua própria visão sobre o assunto: propósito é usar o seu maior talento para impactar positivamente o mundo. Navegando por cases da agência que leva o seu nome, colocou o propósito como centro de toda estratégia de branding, que precisa olhar para as origens, considerar o contexto, unir método com disciplina e entender que a noção de performance vai da nossa forma de trabalho aos resultados que atingimos nos projetos.

 

E, assim, Ana Couto coloca os desafios para os próximos anos. Se, no nosso passado recente, o grande desafio era digerir referências externas para criar aquilo que nos faz únicos, no século XXI, precisamos encarar de vez o desafio da construção de valor, criando marcas e organizações que transformam o mundo para melhor — propósito que alinha Marca, Negócio e Comunicação.

5. Inovação

 

Não seria novidade destacar que o assunto central do RD Summit 2019 paira em algum lugar entre humanos, humanização e humanizado. Pensando inovação, Juliana Paolucci, sócia-diretora de inovação da LAJE, e Nana Lima, diretora de impacto do Think Olga e do Think Eva, também seguiram o que poderíamos chamar de tendência.

 

Juliana falou de mindset, comportamentos e cultura de inovação e Nana fez uma abordagem da diversidade para inovação a partir da proposta de extrapolar a estética de posicionamento em publicidade para assumir a questão ética da representatividade dentro das organizações. Elas resolveram falar sobre pessoas.

 

O que nos interessa observar no campo da inovação aqui é que esse convite cada vez mais explícito — de olhar para o ser humano — apesar de não ser novidade, se apoia em uma ironia: o novo é desconhecido, a mudança é repleta de possibilidades, mas a inovação está em olhar para o original, em investigar o que não poderia ser mais próximo: nós mesmos.

 

Estamos falando de relembrar que os números representam pessoas com suas decisões emocionais, que negócios resolvem problemas para sociedades e para o meio ambiente, que o poder de compra também é feito de questões individuais e que nosso esquecimento das nossas origens e necessidades mais intrínsecas está nos arruinando. O que há de inovador nisso talvez seja perceber que passamos muito tempo olhando para fora quando o caminho — que não pode ser fácil — provavelmente é para dentro.

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