Cursos Laje

por Ju Paolucci

 

Se tem algo que ficou de aprendizado em 2020 é que, mesmo quando temos tudo planejado, o mundo pode nos dar uma rasteira. Para levantarmos rápido e continuar em frente, devemos ter capacidade de adaptação e olhar para os desafios do presente, mas sempre mirando o futuro desejado. É aqui que a inovação, como prática e como mentalidade, torna-se fundamental.

 

Para evoluir frente às mudanças e aos desafios que estão aí – e que continuarão vindo, ainda que com outras caras e cores – deve-se inovar recorrentemente. Ter a experimentação como rotina, relações de confiança, pessoas que atuem com ousadia e criatividade amparadas por formas de trabalho que promovam agilidade, autonomia e alinhamento. Esses são os aspectos centrais de uma cultura de inovação – uma cultura organizacional que, quando alinhada a um propósito claro, potencializa a geração de valor para as pessoas, para a sociedade e para o negócio.

 

Mas, como promover a inovação que faz a diferença nas organizações – e na vida das pessoas? Em primeiro lugar, é importante entender que inovação não é uma entrega, não é um produto. Inovar é algo mais parecido com uma jornada. Um caminho que escolhemos percorrer e permanecer nele, vislumbrando atalhos, estradas mais esburacadas, paisagens deslumbrantes, ruas sem saída e vias de alta velocidade. A cada curva e bifurcação fazemos escolhas, juntamos o time, e seguimos o caminho infinito da inovação. Ainda que o mapa não seja completamente conhecido, existem alguns instrumentos que nos permitem navegar por ele com mais tranquilidade. Abaixo, listo alguns que ajudam a Laje nesse percurso com os nossos clientes e parceiros.
 
 

Mindset de inovação

 

Em primeiro lugar, há o ajuste de mentalidade. Partimos da premissa de que inovação não é uma questão de genialidade, nem o privilégio de meia dúzia de mentes brilhantes. É, ao contrário, uma questão de prática.

 

Inovação pode ser simples e fazer parte do dia a dia de todos os times e áreas de uma organização; ser a corrente sanguínea do corpo organizacional, oxigenando todos os órgãos por onde passa. Essa é uma mudança fundamental em relação à perspectiva que entende que inovação deve ser responsabilidade única e exclusiva da “área de inovação” da empresa.

 

A inovação está sempre voltada para atender necessidades reais das pessoas – mesmo que elas mesmas não tenham ciência dessa necessidade. Portanto, o primeiro passo é se aproximar, observar e escutar ativamente o seu público, seja interno ou externo. Com o radar ligado, começamos a perceber onde moram as maiores oportunidades de inovação e de gerar valor de verdade. Podemos estar aqui falando de pequenas melhorias em um processo ou até mesmo da invenção de algo que vai mudar o jogo da categoria. Desde que atenda a uma necessidade real e gere valor percebido, consideramos inovação.
 
 

Método

 

Se o mindset é o alongamento para começar a jornada, o método é a bússola que usamos para garantir que estamos sempre trilhando o caminho certo – mesmo que ele pareça tortuoso ou desafiador demais, às vezes.

 

Na Laje, entendemos a inovação em ondas e esse é o nosso principal método para avaliar onde estamos e para onde queremos ir, em um processo iterativo e evolutivo. O objetivo aqui não é pular de uma onda para outra como se estivéssemos passando de fase, mas surfar todas, ainda que elas tenham pesos diferentes dependendo do contexto.

 

Quando trabalhamos com nossos clientes e parceiros, o que nos motiva é inserir a inovação no coração da cultura e na rotina dos times, desenvolvendo senso crítico e criativo em cada um, contribuindo para que a organização surfe bem as três ondas: reativa, ativa e preditiva.
 
 

Ferramentas

 

Agora que já estamos preparados, com a bússola em mãos, é hora de encarar a caminhada. Para isso, há uma série de ferramentas e abordagens que tornam o percurso mais vivo, dinâmico e produtivo.

 

De forma geral, nos apoiamos no design thinking e em métodos ágeis, em um processo que vai da identificação de necessidades e oportunidades à criação e implementação de soluções que geram valor de verdade.

 

• Uma ferramenta que nos permite mergulhar a fundo no desafio de projeto é a abordagem de pesquisa “ask, see, try” – perguntar, observar, experimentar. Assim, investimos tempo conhecendo as pessoas e contextos envolvidos, suas características e especificidades. Essas três frentes de pesquisa, quando somadas, oferecem perspectivas ricas e diversas quanto ao universo em questão.

 

• Para um diagnóstico da vivência do usuário, fazemos o mapeamento da jornada atual – de uso de produtos, serviços ou processos – de modo a identificar pontos de melhoria ou de picos positivos de experiência. O ponto aqui é ter clareza da jornada emocional das pessoas envolvidas. Há pontos críticos? Momentos nos quais o usuário se encontra confuso ou ansioso? Momentos nos quais podemos investir no encantamento?

 

• Personas são fundamentais no processo de design centrado nas pessoas. São personagens que representam as motivações, desejos, expectativas, necessidades e demais características significativas de um grupo de pessoas que compõe o perfil para o qual se está projetando uma solução. Assim, fica mais fácil colocar em segundo plano nossas próprias perspectivas e necessidades e focar em quem realmente importa: o usuário.

 

• Uma outra ferramenta que nos ajuda a entrar de vez na caminhada é a matriz “como? / agora! / uau!”. O seu preenchimento no processo de ideação faz com que o grupo que está dedicado à geração de soluções se obrigue a pensar de formar distintas, com diferentes graus de ousadia. O importante é gerar o máximo de ideias possível, sem pensar num primeiro momento se elas são factíveis ou não. O lema é: sair do óbvio para surpreender.

 

Ainda que o caminho não esteja claro de início, ajustando a mentalidade, se apoiando em um método estruturado e tendo à mão ferramentas que auxiliam na jornada, é possível chegar lá!

É preciso ter em mente, no entanto, um aspecto que deve ser central a toda jornada de inovação: é tudo sobre pessoas. Como podemos melhorar suas vidas, os produtos e serviços que usam, trazer mais momentos de encantamento, resolver dores e oferecer algo que elas, eventualmente, nem sabiam que queriam.

 

É tudo sobre pessoas também quando pensamos na evolução das organizações. Para que a inovação seja incorporada na rotina dos times, é preciso transformar habilidades, competências e formas de trabalho – aspectos que têm impacto direto na capacidade de inovação das pessoas e, consequentemente, nos resultados do negócio.

 

Para fechar, trago mais dois pontos que você não pode perder de vista. Em primeiro, uma jornada mais rica se constrói com pluralidade e diversidade de opiniões, de pessoas e vivências. A inteligência e a criatividade coletivas, a soma de perspectivas diversas, são chave para inovar de verdade. Por fim, não tenha medo de errar. Enxergue o erro como aprendizado – o que também é uma mudança cultural – para errar rápido, barato e acertar rápido também. A experimentação constante é a base para a inovação.

 

O mundo não vai parar de nos apresentar desafios. A questão é saber se estamos prontos para encarar essa jornada de construção de valor, quem vai trilhar o caminho com a gente e no que vamos nos apoiar para deixar o trajeto mais criativo, divertido e transformador. Vem com a gente?

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