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Quando falamos de inovação, quase automaticamente vem à mente uma visão popular do que o tema representa — personalidades como Elon Musk e Steve Jobs, um órgão sendo criado por uma impressora 3D, nano robôs, uma lente de contato que comporta realidade aumentada, etc. Mas você se sente representado pela ideia de inovação vista sob essa perspectiva?

 

É verdade que a visão da inovação como algo referente a mentes brilhantes, empresas renomadas, altíssimos investimentos e tecnologia de ponta é muito comum. As imagens a que somos remetidos quando pensamos em inovação geralmente são de pessoas, objetos e contextos que não fazem parte do dia a dia da maioria. Esse distanciamento, além de gerar uma falta de autoconfiança criativa, é responsável pelo bloqueio que temos para definir processos e desenhar métodos e soluções efetivas que representem a inovação.

E se pegássemos outro caminho?

 

Definimos inovação de forma profundamente simples: algo novo, criado para solucionar necessidades reais das pessoas, que, ao ser colocado em ação, gera valor percebido. Independentemente de ser incremental ou disruptiva, nos referimos à inovação como algo que saiu do campo das ideias e foi colocado em ação, de forma a responder a necessidades reais e a gerar valor de fato. Seu impacto positivo é percebido por aqueles para os quais essa inovação se destina. Partindo desse princípio — materialização, necessidade real e valor percebido — trazemos a inovação para perto. Deixamos claro que a inovação não está necessariamente relacionada à tecnologia e aos altos investimentos, mas, sim, a aspectos que são inerentemente humanos: mindset, comportamento e cultura.

 

Para que a inovação aconteça, é preciso fazer diferente. Mas, antes de uma nova forma de fazer, é preciso uma nova forma de pensar — um novo mindset. A mudança na forma de pensar resulta em uma mudança de comportamento, que, por sua vez, em âmbito coletivo, transforma uma cultura.

 

No contexto de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (mundo VUCA no qual estamos inseridos), cada desafio está entrelaçado com diversos atores e demanda métodos, práticas, comportamentos e recursos que devem acompanhar um determinado movimento de transição. Os caminhos para inovação em negócios estão atrelados à transformação da cultura organizacional, que gera condições propícias ao crescimento a partir da mudança.

 

Historicamente, temos optado por guiar as grandes decisões da humanidade e os conceitos da cultura ocidental pela certeza. Esse modelo de pensamento está fundamentado especialmente no método científico, nosso jeito de explicar e de entender o mundo “sem sombra de dúvidas”. Nós, uma civilização acostumada às garantias, sentimos muito medo, desconforto e resistência frente à transformação.

 

Se quisermos encarar a mudança de outra forma, para, de fato, evoluir a partir de novas maneiras de agir, precisamos remodelar nossa compreensão de mundo. Guiar conceitos e decisões mais pela imprevisibilidade e pela incerteza. Afinal, a única constante é a mudança. E se o mundo e a sociedade mudam, como é que a gente permanece da mesma maneira? É arriscado permanecer no mesmo lugar.

 

A transformação de mindset não é um desafio simples, mas depende muito do nível de consciência que estamos dedicando ao que queremos construir agora. Diante da mudança, o que queremos ver? Ameaça ou oportunidade?

 

Uma alternativa de caminho para o cenário VUCA é sugerida por Nassim Taleb: a antifragilidade. Encontrar o benefício do caos vai além da chamada resiliência. Mais que conseguir retornar ao lugar de origem após algum tipo de estresse ou deformação, precisamos evoluir a partir do estresse. Essa característica, de retornar ainda melhor a partir de um abalo, é a habilidade apontada também por Charles Darwin quando afirmou serem não os mais fortes ou inteligentes, mas os que melhor respondem à mudança, aqueles que sobrevivem. Trata-se da antifragilidade.

 

O mundo está mudando, quer você queira ou não. Logo, a questão é o quanto conseguimos aprender e crescer a partir da mudança, sendo antifrágeis.

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