Cursos Laje

por Ju Paolucci
 
É verdade que o mundo não vai parar de nos apresentar desafios cada vez maiores. Nem sempre teremos todas as respostas superá-los, mas é fundamental termos uma jornada e métodos claros para trazer soluções evolutivas que transformem de verdade a vida das pessoas.
 
Quando analisamos as organizações que estão sempre buscando a evolução de seus processos e entregas, identificamos alguns pilares sobre os quais estão apoiadas. Tratam-se de organizações guiadas por propósito, que entendem o seu papel no mundo e atuam de forma propositiva. Elas possuem uma cultura de inovação, identificando desafios e gerando soluções de forma constante. Garantem espaços psicologicamente seguros para que líderes e times atuem em seu pleno potencial. Prezam pela diversidade genuína e trabalham sempre com compromissos claros, agilidade, autonomia e alinhamento. Por fim, atuam sempre em ecossistema, gerando valor compartilhado. Essas são as organizações evolutivas e estão buscando a inovação a partir de três pilares fundamentais: oferta, estrutura e cultura.
 
Aqui, vamos dar luz ao pilar da cultura e trazer alguns questionamentos para avaliar a potência de evolução da sua organização a partir das pessoas.
 
Entendemos que cultura vai dos valores à mentalidade, passando pelas formas de trabalho, competências e habilidades de todos que fazem parte de uma organização. E ainda que evolução não seja um mérito exclusivo de uma cultura forte, ela é um ingrediente fundamental para que as organizações consigam responder de forma ágil e relevante às constantes mudanças do mercado e na sociedade.
 
Entretanto, criar uma cultura forte não é nada fácil. Lidar com pessoas é sempre desafiador, mas o processo compensa e não há uma pessoa que não saia transformada de um projeto focado em cultura. Os ganhos vão desde um engajamento maior, aumento do índice de confiança, até mesmo mais produtividade e qualidade nas entregas. Afinal, todos trabalhamos melhor quando sentimos que fazemos parte de um grupo que nos acolhe, nos escuta e nos valoriza, certo?
 
Para chegar lá, um passo importante é tirar o medo da equação. Como explica Amy C. Edmonson, da Harvard Business School, as organizações sem medo são sustentadas pelos seguintes pilares:
 
– Atitude de arriscar e falhar: é permitido cometer erros.
– As conversas são abertas: tópicos difíceis e sensíveis podem ser discutidos abertamente.
– Disposição para ajudar: todas as pessoas devem estar dispostas a se apoiarem.
– Inclusão e diversidade: as pessoas podem ser elas mesmas e são bem recebidas por isso.
 
Se pudermos resumir em alguns termos-chave o que está envolvido em uma cultura de inovação, diríamos que todos devemos prestar atenção a esses temas: experimentação, vulnerabilidade, confiança e segurança psicológica. Já imaginou os ganhos de ter esses três elementos fluindo pela cultura da sua organização de forma orgânica e sendo percebidos por todos?
 
Para fecharmos, deixamos três questionamentos para você avaliar a sua cultura e descobrir se você está construindo uma organização evolutiva, sem medo e com um bom engajamento do time.
 
O quanto o seu time vivencia a cultura do medo e da insegurança?
 
O quanto a experimentação faz parte do dia a dia do seu time?
 
O quanto você contribui para fomentar uma cultura de inovação?
 
Use essas perguntas como uma bússola para tomar decisões, avaliar continuamente e propor melhorias incrementais, aos poucos, mas sempre focadas em transformações reais que farão a diferença na vida das pessoas.

Estou ciente de que forneço meus dados pessoais aos canais de comunicação da LAJE, com a finalidade de receber newsletter sobre os serviços oferecidos pela empresa. Tais dados serão tratados nos termos da Política de Privacidade do Grupo Ana Couto e da Lei nº 13.709/2018 (“Lei Geral de Proteção de Dados”).